sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Ficha n1




FOTOAH"Onde o mar acaba e a terra o traga"


Portugal antes do Reino
No território que hoje é Portugal houve ocupação humana desde há muito. Entre 40 000 a.C e 80 000 a.C, no Paleolítico Superior, há vestígios de uma população que terá vivido em Rossio do Cabo, na região de Torres Vedras, nas grutas das Salemas, perto da Ponte de Lousa e nas cavidades subterrâneas em Furninha, Cesareda, (também em ) Salemas e Ribeira da Laje. E de igual modo, a céu aberto, perto de Torres Vedras e de Évora-Monte.A arte deste período é visível na gruta do Escoural, perto de Montemor-o-Novo, em pinturas rupestres que podemos datar entre 17 000 e 13 000 a.C..

NO NEOLÍTICO

Chama-se Neolítico ou Idade da Pedra Polida, por causa de alguns instrumentos feitos de pedra lascada e pedra polida, ao período da pré-História que começa em 8000 a.C..Povos com origem mediterrânica trouxeram a agricultura e a criação de gado para a orla marítima e a raras regiões do interior – durante o Neolítico. Fizeram-no na Ponta de Sagres, perto da Figueira da Foz e na zona circundante da gruta do Escoural.Existe no território marcas do Megalitismo (forma de cultura onde imperam monumentos arquitectónicos construídos com grandes pedras ) entre o quinto milénio e até cerca de 2000 a.C. Em meados do Tereiro Milénio, grupos de mercadores vinham aqui abastecer-se de cobre, que destinavam depois aos centros metalúrgicos da bacia do Mediterrâneo. Estes povos defenderam com fortificações os estuários do Sado e do Mondego, onde tinham entrepostos.

As fichas

Um estudo sobre o comportamento dos jovens que o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, citou no parlamento na sessão solene comemorativa do 25 de Abril – a 25 de Abril de 2008 - revelava que metade dos jovens entre os 15 e os 17 anos desconhece quantos países integram a União Europeia, o nome do primeiro Presidente português eleito depois do 25 de Abril e se o PS tem maioria absoluta no parlamento.O Presidente da República - que apresentou as conclusões do estudo na sessão comemorativa do 25 de Abril, na Assembleia da República - , apresentou parcialmente o trabalho, que mandou realizar com desenvolvimento da Universidade Católica, no qual se demonstrou o "total alheamento" dos jovens face à política e a insatisfação geral dos portugueses relativamente ao funcionamento da democracia no país. O desconhecimento da História de Portugal de sempre é também uma evidência a juntar a este estudo. E sobretudo os jovens adultos manifestam uma confusão enorme sobre as suas raizes, o seu País, a memória colectiva, e a evolução cronológica de um Estado com mais de 800 anos.A criação de pequenas fichas sobre a História de Portugal da pré-História aos nossos dias, como recurso pratico e imediato, é a prioridade que me motiva neste trabalho que se destina a todos – e que todos podem apoiar, com sugestões e críticas construtivas.